Morumbi, Santos Dumont e Ipê têm maior número de casos confirmados de dengue
CATEGORIA: SAÚDE - 15 DE ABRIL 2019

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Morumbi, Santos Dumont e Ipê têm maior número de casos confirmados de dengue

Mais de 30% dos casos confirmados de dengue em Paranavaí estão concentrados em duas regiões da cidade - a do Jardim Morumbi e a região que compreende os jardins Santos Dumont e Ipê. Um levantamento divulgado pela Vigilância em Saúde nesta segunda-feira (15) aponta que, até o momento, a cidade já tem 481 casos notificados de dengue este ano. Do total, 114 casos foram confirmados, 305 negativados e 62 aguardam resultado.

 

“Pelo menos 40 dos casos confirmados estão concentrados em pontos específicos dos jardins Morumbi, Santos Dumont e Ipê. Temos ruas onde tem quatro ou cinco residências vizinhas com casos confirmados de dengue. Isso mostra que a circulação viral está aumentando e a proliferação das larvas está em ritmo acelerado. Temos trabalhado com os bloqueios virais no entorno dos locais onde são notificados todos os casos suspeitos, mas a população precisa ajudar, fazer sua parte, limpar os quintais, as calhas, os recipientes que possam acumular água. Lembrando que este mês de abril é um dos mais críticos, já que, com as temperaturas mais amenas, as fêmeas saem em busca de alimento e vão picar muita gente, podendo transmitir a dengue”, explica o assessor da Vigilância em Saúde, Randal Fadel Filho.

 

Atualmente, os agentes de endemias trabalham em campo fazendo visitas aos 51.821 imóveis cadastrados no município. A cobertura total é de 2.152 quarteirões da cidade. Além disso, a Vigilância faz vistorias quinzenais em 147 pontos estratégicos, onde há maior possibilidade de haver criadouros de larvas do Aedes aegypti, como borracharias, ferro velho e armazenadores de recicláveis.

 

“Nós estamos alertando a população há meses sobre os riscos de uma epidemia que pode prejudicar a cidade. Infelizmente, o índice de infestação só vem aumentando e nossa realidade é preocupante. Nosso primeiro LIRA (Levantamento de Índice Rápido do Aedes), em janeiro, registrou 3,2 (médio risco). Em março, o índice já subiu para  4,7 (alto risco), o que revela o ritmo acelerado de proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti e aumenta ainda mais as chances de uma nova epidemia na cidade. Os números são assustadores: em 2017, fechamos o ano com 25 casos confirmados de dengue na cidade; em 2018, foram 37; e este ano, só nos primeiros 100 dias, já temos 114 confirmados. Continuamos insistindo: estamos em alerta total e, se não houver um comprometimento maior, não vamos escapar de uma nova epidemia”, frisa Randal.

 

 



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