Índice de 3,6 aponta médio risco de infestação do mosquito da dengue em Paranavaí
CATEGORIA: SAÚDE - 08 DE NOVEMBRO 2018

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Índice de 3,6 aponta médio risco de infestação do mosquito da dengue em Paranavaí

Nos primeiros três dias desta semana, os agentes de endemias de Paranavaí trabalharam com visitas domiciliares em todos os bairros da cidade para fazer um novo Levantamento de Índice Rápido do Aedes (LIRA). O resultado é preocupante. O índice, que era de 0,9 (baixo risco) em julho, subiu agora para 3,6 (médio risco), aumentando em quatro vezes as possibilidades de proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti e as chances de uma nova epidemia na cidade.

 

“Temos a combinação perfeita para a proliferação do mosquito da dengue em Paranavaí: índice de infestação aumentando, circulação viral com o último caso positivado há menos de 15 dias, altas temperaturas e chuvas constantes. Além disso, a população continua descartando pneus e lixo em locais inadequados, e cuidando mal dos quintais e da separação dos materiais recicláveis que podem acumular água. Se continuar assim, a tendência é termos uma nova epidemia em janeiro”, avalia o assessor da Vigilância em Saúde, Randal Fadel Filho.

 

Para a realização do novo LIRA, a Vigilância em Saúde dividiu a cidade em cinco setores de fiscalização. Dois dos setores já estão com alto índice de infestação, acima de 4,0, e os outros três estão na faixai de médio risco, entre 1,0 e 3,9. No total, foram inspecionados 2.169 imóveis entre os dias 5 e 7 de novembro (de segunda a quarta-feira).

 

Os bairros com maior infestação de larvas são: Ouro Branco, Ouro Verde e Sílvio Vida, com índice de 4,5, seguidos do Jardim Santos Dumont e Vila Operária, com índice de 4,1.

 

A região que abrange o distrito de Sumaré, Parque Industrial e adjacências, apresenta risco médio, com índice de 3,2 de infestação. Já na região do Jardim São Jorge, Vista Alegre e 3 Conjuntos, o índice é de 2,9. O menor índice registrado foi na região do Centro (2,4).

 

Entre os locais onde foram encontrados criadouros de larvas do Aedes, o maior percentual (51,2%) está nos resíduos sólidos descartados irregularmente em terrenos baldios, como pneus, recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucata e entulhos de construção. Em seguida, aparecem os depósitos móveis encontrados nos quintais das casas (26,8%), como vasos, frascos com água, garrafas retornáveis, bebedouros de animais, sanitários e canos sem uso que ficam abertos, etc. Em terceiro lugar estão os recipientes que acumulam água em nível de solo (18,3%), como baldes e barris que os moradores usam para captar águas das chuvas.

 

“Entramos em alerta total. Esta ano já tivemos 29 casos confirmados de dengue em Paranavaí e, com o aumento das temperaturas nas últimas semanas, temos recebido em média 8 novas notificações de casos suspeitos por dia na Vigilância. Precisamos começar a redobrar os cuidados agora neste período de intenso calor e chuvas constantes”, frisa Randal.

 

Preocupada com os números, a Vigilância em Saúde já convocou uma reunião com o Comitê de Combate à Dengue para a próxima terça-feira, dia 13, para apresentar os números e discutir estratégias de combate ao mosquito em Paranavaí.

 

 

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