Mais de 4 mil ovos do Aedes aegypti foram encontrados nas armadilhas
CATEGORIA: SAÚDE - 06 DE NOVEMBRO 2017

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Mais de 4 mil ovos do Aedes aegypti foram encontrados nas armadilhas

No início do mês de outubro, a Vigilância em Saúde de Paranavaí fez um trabalho conjunto com a 14ª Regional de Saúde para mapear a quantidade de mosquitos Aedes aegypti espalhados pela cidade e traçar estratégias para combater sua proliferação. Aproximadamente 100 armadilhas foram instaladas nos bairros. “As armadilhas ficaram pelo menos dois dias em cada setor (bairro) da cidade. Foi um trabalho de duas semanas coletando material para análise. O resultado: mais de 4 mil ovos do mosquito depositados nas armadilhas”, comentou a diretora da Vigilância em Saúde, Verônica Gardin.

 

A situação da dengue em Paranavaí foi apresentada nesta segunda-feira (6) durante a última reunião do ano do Comitê de Combate à Dengue. Segundo o assessor da Vigilância, Randal Fadel Filho, “as armadilhas foram testadas em diversas casas antes do verão, que é o período em que os casos de dengue começam a aumentar na cidade. A cada 20 quarteirões foram colocadas armadilhas para verificar o índice de infestação nos bairros. Nós levamos um susto com o resultado. Estávamos vindo de uma pequena estiagem, onde não observávamos muito a presença do mosquito, mas o número de ovos nas armadilhas foi muito grande e nos trouxe muita preocupação”.

 

A armadilha onde se encontrou o maior número de ovos do Aedes depositados estava instalada no Jardim Ipê, no quarteirão ao lado da Fundação Bradesco. “Só nesta armadilha foram encontrados 388 ovos. É um número muito grande para uma armadilha só e traz uma situação preocupante, por estar numa área escolar. Além disso, foi justamente naquele quarteirão que foi registrado o último caso positivo de dengue na cidade, registrado no dia 16 de outubro”, frisou Randal.

 

Outros locais onde foram encontrados grande número de ovos do Aedes em uma só armadilha foram no Jardim São Jorge/Coloninha (360 ovos em uma armadilha); na Rua Antônio Felippe, esquina com a Amazonas (263 ovos); no núcleo comercial do Sumaré (187 ovos); no quarteirão nº 79 do Jardim Simone (182 ovos); próximo ao Cemitério Central, no quarteirão ao lado do Colégio Unidade Polo (179 ovos); e próximo à Santa Casa (145 ovos).

 

Com base nos dados coletados, a Vigilância já mudou as estratégias de ação nestas áreas com maior índice de infestação. “Estamos fazendo um trabalho diferenciado e intensificamos a visitação de casa em casa para eliminação dos criadouros e aplicação de inseticida. Também estamos pedindo que cada órgão, cada secretaria municipal envolvida no Comitê de Combate à Dengue, intensifiquem as ações neste final de ano. Já começou a época das chuvas, altas temperaturas e, neste período, o volume de comercialização no Centro aumenta. Com isso se gera o acúmulo de embalagens de plástico e isopor que os lojistas vão estocando no fundo das lojas. Também começa o período de visitação de familiares, que vêm de várias partes do país, inclusive de áreas que estão em situação de epidemia”, enfatizou Randal.

 

Até o dia 31 de outubro, a Vigilância em Saúde de Paranavaí notificou 479 casos suspeitos de dengue. Destes, 460 foram negativados e 19 são positivos. Também foram notificados 10 casos de Chikungunia (3 positivos e 7 negativos) e 3 casos de Zika vírus (os 3 negativados).

 

O último LIRA (Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti), finalizado no dia 27 de outubro, aponta situação de baixo risco para a cidade, com índice de infestação de 0,6%. “Apesar do baixo risco, o sinal de alerta acendeu para nós com a pesquisa das armadilhas instaladas nos bairros. Este número indica que nós vamos ter complicação nos próximos meses, com a chegada do verão. Ainda temos muita dificuldade para conseguir vistorias os imóveis. Hoje, temos 50.483 imóveis cadastrados no Programa Nacional de Combate à Dengue, mas não conseguimos entrar em pelo menos 18% dos locais (mais de 9 mil imóveis), ou por estarem disponíveis para venda e locação, ou por não encontrarmos ninguém em casa, ou ainda naqueles casos de espaços com piscinas que são alugados para pequenas festas”, explicou o assessor da Vigilância em Saúde.

 

Mesmo com o baixo índice, todo cuidado é pouco para evitar o risco de uma nova epidemia na cidade. “Pedimos que os construtores e pedreiros tomem todo o cuidado com tambores expostos e piscinas em construção, pois o acúmulo de água aumenta a possibilidade de proliferação do mosquito. Além disso, também pedimos que os comerciantes tenham cuidado com sacolas e isopores e, se possível, que determine um funcionário para fazer inspeção diária no quintal e lugares que podem acumular água. Precisamos ter atenção redobrada a partir de agora”, finalizou Randal.

 

 

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