Escolas de Paranavaí começam a trabalhar Práticas Restaurativas para solução de conflitos
CATEGORIA: EDUCAÇÃO - 26 DE OUTUBRO 2017

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Escolas de Paranavaí começam a trabalhar Práticas Restaurativas para solução de conflitos

Com as notícias cada vez mais frequentes de tragédias envolvendo alunos nas escolas do Brasil, os gestores têm pensado em alternativas para se antecipar aos problemas e evitar que mais casos trágicos aconteçam. O projeto de Práticas Restaurativas na Escola foi criado com este objetivo e já está sendo implantado nas escolas municipais em Paranavaí.

 

“A proposta já vem sendo trabalhada nas nossas escolas desde o início do ano. As Práticas Restaurativas vêm para as nossas escolas de maneira preventiva e na busca da cultura da paz. As nossas escolas estão recebendo suporte para resolver as situações de conflito dentro do ambiente escolar, seja entre alunos, entre os profissionais, etc. A ideia é trabalhar a resolução dos conflitos de maneira restaurativa, onde os envolvidos sentem, dialoguem e resolvam a situação antes que ela possa se tornar em um caso mais complicado, que chegue a trâmites judiciais ou que culmine em uma tragédia”, explica a secretária de Educação, Adélia Paixão.

 

Nesta quinta-feira (26), diretoras, orientadoras e supervisoras de cinco escolas do município estão participando de mais uma etapa de treinamento para a consolidação das Práticas Restaurativas nas escolas de Paranavaí. “Desta vez, as equipes pedagógicas das escolas Getúlio Vargas, Hermeto Botelho, Dácia Figueiredo Fortes, Ilda Campano e José Vaz de Carvalho, estão participando da capacitação. A ideia é de que até o final do próximo ano, todas as escolas participem destes treinamentos para aperfeiçoarmos o projeto”, frisa Adélia.

 

As Práticas Restaurativas começaram através de uma proposta do Judiciário. Elas já estão em prática em outros países há muitos anos. “No Brasil, a cultura restaurativa começou em 2010, na região Sul. E agora estamos trazendo para as nossas escolas em Paranavaí, através de uma parceria com a UEM (Universidade Estadual de Maringá), que está indo nos municípios e desenvolvendo os treinamentos e preparação dos profissionais. Paranavaí saiu na frente dentro do nosso estado. Estamos junto apenas com Londrina fazendo este trabalho nas escolas”, destaca a secretária.

 

A ideia é incluir os pais de alunos nas conversas sobre o tema. “Muitas vezes acontecem situações que nem chegam às equipes das escolas. Mas é importante que se o aluno chegar em casa com alguma reclamação de conflito no ambiente escolar, que os pais procurem a equipe pedagógica e repassem o caso, pois os nossos profissionais já estão preparados para trabalhar este tipo de situação na escola”, orienta Adélia.

 

Para a secretária, tragédias como a que aconteceu na última semana em uma escola de Goiânia podem ser evitadas com as Práticas Restaurativas. “Todos os casos que estamos vendo na mídia, as tragédias que acontecem nas escolas ou na porta das escolas, se tivessem sido trabalhados dentro da cultura restaurativa, não chegariam a extremos, como estamos ouvindo nos noticiários”, conclui.

 

 

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