Vigilância quer aproveitar período mais frio para eliminar criadouros do mosquito da dengue
CATEGORIA: SAÚDE - 06 DE ABRIL 2017

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Vigilância quer aproveitar período mais frio para eliminar criadouros do mosquito da dengue

“Conseguimos baixar o índice de infestação de 3,1 (em janeiro) para 1,2 (em março), mas não podemos descuidar, pois ainda assim estamos com risco médio para uma epidemia de dengue. Com o inverno se aproximando, é o momento ideal para aproveitarmos as condições favoráveis das baixas temperaturas e fazermos um trabalho intenso de eliminação de possíveis criadouros de larvas do mosquito da dengue”, explicou o assessor da Vigilância em Saúde, Randal Fadel Filho, durante a reunião com os membros do Comitê Municipal de Combate e Prevenção à Dengue realizada nesta quinta-feira (6).

 

A Vigilância, que coordenou a reunião, apresentou um balanço sobre a atual situação viral em Paranavaí. Até o dia 5 de abril foram notificados 243 casos suspeitos de dengue na cidade – 11 deles foram confirmados, 213 descartados e 19 ainda aguardam resultado. “O último caso positivo foi registrado no dia 4 de março, o que mostra que a circulação viral está bem controlada. Hoje trabalhamos com quase 50 mil imóveis cadastrados no município. São mais de 2 mil quarteirões de cobertura divididos entre os 54 agentes de endemias. Além do trabalho diário, ainda vistoriamos quinzenalmente 175 pontos estratégicos, que são aqueles locais onde as pessoas descartam lixo irregularmente”, destacou Randal.

 

O maior problema ainda é o acúmulo de lixo nas residências e terrenos baldios. Dos locais onde mais se encontram larvas do Aedes aegypti, os campeões são as garrafas pet, plásticos, latas e entulhos de construção, com 48% dos criadouros. Em seguida vêm os bebedouros de animais e pequenos depósitos móveis, como vasos de plantas, com 24% dos criadouros. Os depósitos em nível de solo, que são os baldes, caixas de armazenamento de águas das chuvas e piscinas, somam 12% dos criadouros encontrados.

 

“Se aproveitarmos o período do inverno para limpar e eliminar estes criadouros, quando o calor retornar vamos ter uma situação mais controlada. Com as temperaturas mais amenas, as larvas demoram o dobro do tempo para se desenvolver e isso nos dá tempo hábil de eliminá-las antes que possam se tornar mosquitos e espalharem o vírus pela cidade”, frisou Randal.

 

Pneus – A Vigilância também apresentou um relatório das atividades do caminhão de apoio, que é um serviço terceirizado. Só no mês de março, o caminhão participou de vistorias de 213 residências e 259 terrenos baldios, em apoio ao trabalho dos agentes de endemias. A quantidade de lixo recolhido impressiona: mais de 51 toneladas em um período de 30 dias.

 

Entre os materiais recolhidos, a quantidade de pneus foi surpreendente. “Foram recolhidos 434 pneus (de veículos e bicicletas) jogados pela cidade, 132 deles estavam descartados irregularmente no depósito de entulhos da Vila Operária (lixão do CAIC). Estes pneus não podem ficar no meio ambiente. Nós enviamos tudo que é recolhido para ser triturado na empresa Ivo Pneus, que fez uma parceria com o município para a eliminação correta deste material. Além desta quantidade recolhida pelo caminhão de apoio, nós ainda fazemos um trabalho de recolhimento nas borracharias da cidade, de pneus que não servem mais para reutilização. Mas o grande problema é o descarte incorreto”, enfatizou Randal.

 

Para a diretora da Vigilância em Saúde, Verônica Gardin, “todo esse trabalho só tem resultado se houver a participação e colaboração da população. Temos feito vários mutirões de limpeza nos bairros mais críticos, mas se as pessoas não se conscientizarem de que a manutenção da limpeza de seus imóveis é responsabilidade de cada um e não pararem de jogar lixo na rua, nos terrenos baldios e fundos de vale, vai ficar sempre mais difícil conter os riscos de uma epidemia”.

 

 

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